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Conferência em Loulé sobre a Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco | 27 de maio

Realiza-se no próximo sábado, dia 27 de maio, pelas 17h00, no Arquivo Municipal de Loulé, mais uma sessão do Ciclo de Conferências “O Documento que se segue”, desta vez dedicada ao tema “Acervos musicais e património local: memória e identidade. O caso da Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco”, apresentada por Maria Clara Assunção.

Disperso pelos 308 concelhos de Portugal continental e insular, raras vezes preservado, quase sempre esquecido, o património documental das bandas e das coletividades culturais continua a aguardar estudos sistemáticos. Só nos últimos dez anos têm surgido estudos académicos capazes de conferir alguma consistência à investigação no âmbito das bandas filarmónicas, quer no que diz respeito ao seu papel social e cultural, quer no que respeita ao seu papel educativo na preparação inicial de músicos, muitos deles com posterior atividade profissional, quer ainda no seu valor patrimonial, enquanto correia de transmissão viva, de tradições e vivências locais e identitárias. No entanto, a própria documentação dos arquivos das bandas, enquanto objeto de estudo em si mesmo, continua a ser relegada para segundo plano ou mesmo ignorada. É olhada como mera curiosidade pelos músicos das próprias coletividades, com distanciamento por bibliotecários e arquivistas, por lhes parecerem um domínio hermético de músicos e musicólogos, e com menos apreço por musicólogos, por serem considerados um género de menor importância.

O arquivo musical da Filarmónica União Marçal Pacheco serve-nos, aqui, como estudo de caso e exemplo de como deve ser abordado o tratamento documental deste tipo de acervos musicais.

Maria Clara Assunção licenciou-se em História pela Universidade Autónoma de Lisboa e, depois de uma incursão pela Arqueologia Industrial, começou a desenvolver actividade na área do património documental musical na Biblioteca Nacional de Portugal, no Arquivo Nacional Torre do Tombo, no Museu Nacional de Arte Antiga, no Museu de Arqueologia e na Biblioteca e Arquivo Distrital de Évora, sempre no âmbito do Programa de Inventário do Património Cultural Móvel. Durante este período especializou-se em Ciências Documentais nas duas variantes – variantes de Arquivo e variante de Biblioteca e Documentação. Em 1998 entrou para o quadro de pessoal da Biblioteca Nacional de Portugal, como Técnica Superior de Biblioteca e Documentação, onde permanece até hoje. Em 2005 defendeu a Dissertação de Mestrado sobre catalogação de documentos musicais escritos, na Universidade de Évora.

Como docente universitária, lecionou ao nível de pós-graduação na ULHT (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias), na UNL (Universidade Nova de Lisboa) e no ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração).

Paralelamente, mantém uma contínua atividade musical, tendo aprendido Solfejo com o Pai e, já em adulta, estudado Formação Musical e Canto na Juventude Musical Portuguesa e na Academia de Amadores de Música. Canta no Grupo Vocal Arsis, dirigido pelo maestro e compositor Paulo Brandão.

Esta iniciativa tem entrada livre.

Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco

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