Quarteira

QUARTEIRA | Apresentação do livro “A inquisição de Lisboa (1537-1579)”, de Daniel Norte Giebels

O Pólo de Quarteira da Biblioteca Municipal de Loulé acolheu na noite desta sexta-feira, 7 de junho, a apresentação do livro “A inquisição de Lisboa (1537-1579)”, de Daniel Norte Giebels.

Depois da introdução de Ana Diogo, coordenadora do Pólo de Quarteira da Biblioteca Municipal, teve lugar a apresentação da obra, por intermédio de Nelson Vaquinhas.

Seguiu-se a intervenção do autor, considerando que, com esta sua obra, se fechou um ciclo, uma vez que só existiam obras detalhadas sobre os tribunais da Inquisição de Évora e de Coimbra.

Muitas páginas foram escritas sobre o impacto da atividade da Inquisição portuguesa. Poucas, porém, revelam o interior dos seus tribunais distritais, sendo o de Lisboa aquele que, até à publicação desta obra, menos se conhecia e, no entanto, mais importava conhecer, considerando a precedência e centralidade que assumiu durante o processo de estabelecimento da Inquisição em Portugal.

O livro que o leitor tem agora em mãos é, afinal, o primeiro estudo monográfico sobre a Inquisição de Lisboa. A abordagem quis-se inédita, procurando uma visão integral do funcionamento do tribunal entre 1537 e 1579, recorrendo a um exaustivo trabalho de levantamento de fontes régias, eclesiásticas e inquisitoriais, como os 3000 processos que se consultaram.

O leitor poderá conhecer quem eram os servidores que compunham os quadros humanos do tribunal, as funções que desempenhavam, os vencimentos que auferiam, as suas proveniências familiares, profissionais e académicas. Será depois convidado a visitar os recantos do auditório e cárceres, testemunhando as vivências que enchiam esses espaços. De seguida, deter-se-á, certamente, nos balanços de receita e despesa que nem sempre viabilizaram o seu funcionamento.

Terminada esta incursão pela organização interna, observará, finalmente, a máquina inquisitorial em atividade, desde os mecanismos de vigilância à prática processual e penal. Transversais a toda a leitura, as relações que o tribunal foi estabelecendo com outros poderes, como a Coroa, a Igreja, as Ordens Religiosas e Militares.

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