Desporto

Velejadores começam qualificação no Mundial de 420 em Vilamoura | Evento vai ter impacto mediático em 56 países

Depois de um último dia dedicado a intensas regatas de treino, os 462 velejadores oriundos de 24 países presentes no Campeonato do Mundo da classe 420 iniciam este sábado ao largo de Vilamoura a competição pelo título.

Foi o último dia para afinar estratégias, praticar manobras, estudar as condições naturais das águas de Vilamoura e treinar intensamente. Amanhã começam as regatas de qualificação deste Campeonato do Mundo da classe 420, onde participam velejadores a partir dos 14 anos, que aspiram a chegar ao nível olímpico, nomeadamente na classe 470.

Além do impacto económico direto deste evento na região, estimado pela organização do Vilamoura Sailing em cerca de 2 milhões e meio de euros, as imagens da prova vão ser disponibilizadas pela RTP à European Broadcasting Union (EBU), uma organização de serviço público de televisão que conta com 117 parceiros (entre televisão, rádio e plataformas online) em 56 países, com uma audiência superior a um bilião de pessoas.

Na competição propriamente dita, os velejadores – alguns dos quais estão em Vilamoura há várias semanas em preparação para este evento – entram este sábado em prova para as regatas de qualificação, que decorrem até segunda-feira.

As regatas finais em todas as categorias – Open, Women’s e Under 17 – acontecem de terça a quinta-feira.

Os atuais campeões do mundo são os velejadores neozelandeses Seb Menzis e Blake McGlashan, de 14 e 16 anos, que estão em Vilamoura para defender o título. De acordo com a sua treinadora, Jenny Armstrong, “estes velejadores são muito jovens e têm um grande futuro à sua frente, pelo que será interessante acompanhar as suas carreiras”.

A treinadora neozelandesa refere ainda que, “nesta fase, a receita para o sucesso passa pela parte mental e em se focarem nas coisas básicas, que têm de ser bem feitas”.

Entre a concorrência, destaca-se a frota espanhola, a maior e uma das mais fortes, mas também há portugueses que preparam ua luta pelos lugares cimeiros. Entre eles estão, por exemplo, os algarvios Luís Niza e Paulo Baptista, naturais de Tavira e com 32 anos, que depois de terem abandonado a competição em 2008, decidiram regressar à vela para participar nesta prova.

“Já fizemos alguns treinos e conseguimos bons lugares, e numa competição como esta nunca se sabe. A maturidade e a experiência que temos trazem vantagens, já cometemos menos erros, por isso tudo pode acontecer”, considera Paulo Baptista.

A partir de amanhã, os nomes dos novos campeões do mundo da classe 420 começam a definir-se.

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